Esta famosa frase é de fundamental importância na dermatologia veterinária, visto que a maioria das doenças de pele é decorrência de desordens endócrinas, imunes, alimentares ou ambientais. O principal exemplo disto é a piodermite bacteriana.
Piodermite bacteriana:
As
piodermites são as alterações mais comuns da
pele dos cães. Normalmente não são distúrbios
primários e os agentes envolvidos costumam ser as próprias
bactérias que compõe a microbiota cutânea normal.
As piodermites costumam ocorrer secundariamente a diversos fatores,
dentre os quais se destacam os distúrbios endócrinos,
imunológicos ou as desordens de queratinização.
São classificadas de acordo com as camadas da pele que acometem.
As piodermites superficiais são restritas à epiderme
e as manifestações clínicas são coceira,
descamação amarelada e presença de pústulas.
Já as profundas acometem as camadas mais internas da pele (derme
e hipoderme) e os sintomas são bem distintos (lesões
em rachadura, ulcerações, secreção purulenta
e fétida, e aumento da sensibilidade cutânea).
Diagnóstico e Diagnóstico Diferencial:
O
diagnóstico da piodermite é dado pela associação
do histórico do paciente, pelas características das
lesões e observação de bactérias no exame
citológico. Para se descartar as causas de base devemos realizar
exames complementares, como raspado, biópsia de pele ou dosagens
hormonais, direcionados de acordo com a suspeita clínica.
O diagnóstico clínico é muito susceptível
a erros, visto que existem lesões, principalmente de origem
autoimune, que se assemelham muito as observadas nas infecções
bacterianas.
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Sabrina Sylvain Ribeiro
Graduada na Universidade Federal do Rio de Janeiro
em 2001. Trabalhou no Hospital Veterinário, no setor de Dermatologia
Veterinária desde sexto período de Faculdade e continua
a trabalhar na área até os dias atuais.

