Quem somos Plano de Saúde INPA News Adoção Pet do Mês INPA Tour Dicas Fale Conosco


OFTALMOLOGIA ULTRASONOGRÁFICA

O olho canino e felino é quase esférico, medindo entre 20mm e 25 mm de diâmetro. O vértice da córnea é chamado de polo anterior e o ponto diretamente oposto é o polo posterior. Meridianos são linhas na superfície do olho que conectam os polos, enquanto que o equador é a circunferência máxima do globo entre os polos anterior e posterior. O globo ocular possui três camadas: túnica fibrosa (mais externa); túnica vascular (mediana-UVEA) e túnica nervosa (a mais interna - retina).
A camada fibrosa do olho é composta pela esclera e córnea. A junção da esclera e córnea chama-se limbus. A UVEA providencia a nutrição do olho e é dividida em íris, corpo ciliar (musculatura ciliar e processo ciliar) e coróide. A camada nervosa é a retina. A porção intraocular do nervo óptico forma o disco óptico, que freqüentemente é deprimido na sua parte central (fisiológico). Entretanto, em alguns cães ele é elevado e mede entre 1mm a 2mm de diâmetro.
A lente do olho encontra-se em contato com a superfície posterior da íris. Ela é circular no plano transverso e elíptica no plano sargital. Ela mede aproximadamente 10mm de diâmetro e 7mm no eixo óptico. A lente é coberta por uma capula avascular, que é nutrida pelo humor aquoso e vítreo.
O globo ocular é dividido em três camadas: a anterior, a posterior e a camada vítrea. A camada anterior é rodeada pela córnea e superfície anterior da íris. Ela comunica-se com a camada posterior através da pupila. Na periferia da camada anterior está o ângulo írido-corneal. A camara posterior é rodeada, anteriormente, pela porção posterior da íris e, posteriormente, pela porção anterior da cápsula da lente.
O humor aquoso está presente em ambas as camadas, anterior e posterior, é clara e um transparente e flúido.
A câmara vítrea é rodeada, anteriormente, pela porção posterior da cápsula da lente e, posteriormente, pela retina. Ela é a maior das três câmaras. O humor vítreo ocupa a câmara vítrea. Ele é gelatinoso, composto de água e muco-polissacarídeos e ácido hialurônico. Uma gordura intraorbitral é vista no polo posterior, rodeando o nervo ópitico e os músculos extraoculares.

TÉCNICA

Os exames são conduzidos com o animal sentado, em pé ou em decúbito external com a cabeça segura por um assistente. A anestesia geral pode ser usada, porém o relaxamento dos músculos extraoculares podem causar anoftalmia e protusão da terceira pálpebra. Pequenos retratores podem ser usados para manter a pálpebra aberta.

TÉCNICA CORNEAL

O transdutor é colocado diretamente sobre a córnea, seguido de uma anestesia tópica. As pálpebras são abertas manualmente e o transdutor é colocado gentilmente na córnea. Essa técnica permite melhor visualização das estruturas vítreo-retinais e retrobulbares. Visualização da córnea, estruturas oculares anteriores e lentes requerem o uso da almofada.

TÉCNICA PALPEBRAL

Tricotomia do pêlo da pálpebra providencia uma melhor imagem, reduzindo o ar entre a pálpebra e o transdutor. Essa técnica permite adequada avaliação da câmara vítrea, retina e estruturas mais profundas da órbita. As lentes podem, ou não, serem avaliadas adequadamente. A câmara anterior não pode ser vista nessa técnica; apenas com o uso da almofada.
Apesar de mais fácil de realizar, a qualidade da imagem é inferior quando comparada com a técnica corneal.
A almofada é usada para visualizar estruturas mais superficiais, como córnea, câmara anterior, corpo ciliar e cápsula anterior da lente.
Planos verticais e horizontais devem ser obtidos em cada exame. O feixe sonoro deve ser colocado no eixo óptico para produzir a imagem padrão. A porção anterior da imagem está no topo da tela e a caudal abaixo.
As estruturas, laterais e mediais, não podem ser padronizadas.

ANATOMIA NORMAL

As pálpebras aparecem como uma estrutura ecogênica no campo proximal. Elas não podem ser visualizadas quando o transdutor é colocado diretamente sobre elas, devido ao artefacto de reverberação.
A terceira pálpebra é vista como estrutura ecogênica, bem junto à pálpebra inferior. Geralmente a visualização das pálpebras não são necessárias, sendo a direta mais adequada. A almofada é necessária para visualizar a córnea, que aparece como um eco curvolinear no campo proximal. Idealmente, a almofada é colocada diretamente sobre a córnea. Sob ótimas condições, a córnea aparecerá como duas linhas ecogênicas paralelas, separadas pelo estroma corneal anecogênico.
A área anecogênica depois da córnea, representa a câmara anterior. A íris é de difícil visualização sob ótimas condições. A cápsula anterior da lente representa uma estrutura ecogênica curvolinar convexa. Visualizar toda a cápsula da lente é difícil devido a superfície ser curvolinear, que conduz a retirada do eco periférico. Orientando o feixa sonoro perpendicular à porção periférica da lente, é possível a visualização completa da cápsula através de múltiplas imagens. O interior da lente é, normalmente, anecogênico. A cápsula posterior é identificada como um eco curvolinear côncavo. A camada vítrea é uma região anecogênica posterior à lente. A parede posterior do olho é vista como um eco brilhante curvolinear. O disco óptico é mais ecóico que a parede a seu redor, exibindo sombreamento e, freqüentemente, aparece uma ligeira depressão na sua superfície.
Menos comum o disco óptico pode apresentar-se elevado. O nervo óptico é freqüentemente visto como uma estrutura hipo a anecogênica , em formato de funil e rodeada pela gordura retrobulbar hiperecogênica.
A gordura retrobulbar tem formato triangular rodeado na base pela parede posterior do globo e as laterais pelos músculos extrínsecos oculares que são estruturas homogenias e hipoecogênicas.
A aparência da área retrobulbar é em forma de W , representado centralmente pelo nervo óptico hipoecogênico e os músculos extra-oculares, rodeados pela gordura ecogênica.
A forma de V é vista se o plano de exploração estiver fora do eixo óptico no plano vertical.
A avaliação do olho contra-lateral é recomendada para comparação , entretanto , a possibilidade de uma desordem bilateral deve estar em mente.


Massas intra-oculares


As massas podem ser produzidas por neoplasias, doenças infecciosas e inflamatórias e uma hemorragia organizada. Neoplasias oculares podem ser primárias ou metastasicas. A maioria das massas não neoplasicas intra-oculares são de origem fúngica ou hemorrágica.


Considerações gerais


Parâmetros como a localização, tamanho, forma e atenuação sonora devem ser avaliados quando estão presentes as massas. Massas intra-oculares podem estar localizadas no polo anterior, corpo ciliar, anterior ao equador , no equador ou polo posterior. A sua localização ajudará no diagnóstico diferencial.


Neoplasias intra-oculares


Melanomas são os mais comuns. Eles são hipoecogênicos, deslocando a lente, e estendendo-se no corpo vítreo. Podem ser observados em região anterior, e região de corpo ciliar. Descolamento de retina ocorre freqüentemente no curso final da doença.
Adenomas de corpo ciliar e adenocarcinomas são os segundos mais comuns tumores intra-oculares em cães e gatos. Tem características cavitarias quando comparados com os sólidos melanomas.
Linfosarcoma é o mais comum tumor metastático em cães e gatos. Freqüentemente é bilateral e associado com a disseminação da doença (primeiro podem ser mamas, tireóide, pâncreas, rins e cavidade nasal).


Hemorragia intra-ocular e massas inflamatórias


Endoftalmites micóticas e bacterianas são provavelmente a condição mais comum que justifica essas lesões.
Blastomicose é reportada como sendo a mais comum oculomicose nos cães ( com sintomas de tosse, anorexia, perda de peso e febre persistente) . Geralmente é bilateral e produz panoveite granulomatosa . É comum ocorrer cegueira secundária ao descolamento de retina. Coccidiomicose, criptococose , histoplasmose, peritonite infecciosa felina e toxoplasmose também ocorrem e devem ser associados com uveíte infecciosa.
Um granuloma fúngico num cão com doença disseminada é visto como uma estrutura ecoica larga e irregular na câmara vítrea.
Hemorragia vítrea pode parecer com uma massa hiperecoica. Formação de coagulo pode mimetizar massas de outras origens , especialmente no início do curso da doença. Os coágulos podem ser grandes de forma irregular e podem ou não mostrar movimento. Doenças concomitantes podem estar presentes como um deslocamento de retina.


Lesões intra-oculares pontilhadas e membranosas


Lesões no vítreo podem ser classificadas dentro de 1 a 3 grupos de acordo com o formato.
Ecos pontilhados são ecos focais pequenos que provavelmente representam células dentro de corpo vítreo.
Múltiplos ecos pontiagudos podem ser uma indicação de hemorragia e células brancas. Esses ecos -pontilhados podem estar dentro de massas grandes ecogênicas e únicas.
Lesões membranosas também podem estar estar presentes em câmara vítrea. Esses ecos são lineares que podem variar de forma e padrão. Muitos diagnósticos diferentes existem para lesões membranosas.
Muita atenção para a forma padrão dessas lesões membranosas. A relação da membrana com o nervo óptico é muito importante, pois , se a membrana se fixa ao disco óptico, ocorrerá um deslocamento de retina.


Câmara vítrea


Doenças da câmara vítrea:

- Hemorragias;
- Endoftalmites;
- Vitreo flutuante;
- Hialose esteroide;
- Formação de membrana vítrea;
- Descolamento posterior de vitreo;
- Persistência hiperplasica primária do vítreo.

_HEMORRAGIA.

Causas: Traumas, neoplasia, anormalidades de coagulação, discrasias sanguineas, hipertensão, doença vítreo-retinal, neovascularização, diabetes mellitus, granuloma crônico.
O papel do US é avaliar o globo, e estabelecer um importante indicado prognóstico, assim como descolamento de retina e descolamento de lente.
Grande mobilidade do padrão pontiagudo é uma característica da hemorragia vítrea.
Pequena quantidade de sangue freqüentemente revolvera após varias semanas, entretanto opacidades podem persistir por longos períodos. Uma linha fibrosa chamada de membrana vítrea pode desenvolver-se secundariamente ao coagulo. Eles podem ser inocuos ou podem causar o descolamento de retina. Essas membranas são freqüentemente localizadas próximo ao disco óptico, e devem ser diferenciadas do descolamento de retina. A diferenciação pode ser difícil. O eco produzido pela membrana vítrea é de menor intensidade que o da retina. Diminuindo o ganho, o eco da membrana vítrea desaparecerá antes do descolamento.
Cuidadosa a avaliação da relação do eco membranóseo com o disco óptico também é importante. Fixação no ou próximo ao disco óptico são mais indicativos de descolamento. Membrana vítrea e descolamento podem estar presentes concomitantemente.


_ENDOFTAMITES:

Células inflamatórias no vítreo podem parecer idênticas a hemorragia difusa vítrea, com pequenas lesões pontilhadas demostrando movimento.


Retina


Descolamento de retina é facilmente visualizado pelo U.S e podem ser parcial ou completo, e como resultado de condições congênitas, traumas , massas hemorrágicas intra-oculares e inflamações, podem conduzir com formação de membrana fibrosa que causa tração da retina , anteriormente ao descolamento. A retina é frouxamente fixada a coróide.
O descolamento da retina é visto como um eco membranoso , linear. O total descolamento resulta na fixação somente no disco óptico. A forma é em V ouY. Podem haver pontos ecogênicos na câmara vítrea representando hemorragia, exudatos ou massas responsáveis pelo descolamento.

_ CORPO ESTRANHO:

Metalicos e brilhante com artefacto de cauda de cometa. Pequenas peças metálicas ou madeira também poderão aparecer como um eco brilhante. Pequenos corpos metálicos podem não ter sombras . Pequenos corpos estranhos que estão em íntimo contato com a retina ou encontram-se adjacentes a qualquer estrutura ocular podem ser difíceis de diferenciar do tecido ao redor.


Lentes


7mm antero-posterior.
10mm transversalmente.

_DESCOLAMENTO DA LENTE:

Secundaria: Massas;
Traumas;
Glaucoma;
Predisposição hereditária.
Subluxação: Inclinação da lente de sua localização normal.
Luxação completa: Quando os ligamentos que fixam a lente são rompidos.
Deslocamento posterior da lente dentro da câmara vítrea é visto como uma massa esférica móvel. O deslocamento anterior com simultânea degeneração torna a lente ecogênica e facilmente vista.
Algumas vezes as lentes não podem ser vistas. A ausência é um sinal de posicionamento anormal ou inexistência. A inexistência está associada com a microftalmia, displasia de retina e hipoplasia do nervo óptico.

_CATARATA:

Causas: Traumas, predisposição hereditária, doenças sistêmicas (diabetes melittus), toxinas, inflamações, tumores intra-oculares e exposição a radiação.
A catarata pode desenvolver-se secundariamente a diminuição de nutrição na luxação de lente. A catarata produz um eco anormal na lente anecogênico (normalmente).
O aumento das lentes durante o estágio imaturo da formação da catarata pode ser detectada pelo U.S.


_GLAUCOMA:

U.S é usado para medir o comprimento axial ou para estabelecer a causa do glaucoma ou uma anormalidade associada.

_PATOLOGIA RETROBULBAR:

Mais comum: Lesões inflamatórias;
Linfomas.
Raio-x deve ser usado em associacao com U.S para avaliar o envolvimento de ossos e presença de corpo estranho metálico.
Localização: Nos músculos extra-oculares que contém o nervo óptico e gordura retrobulbar (fora dos músculos).

_ MASSAS RETROBULBARES:

Infiltrado celular retrobulbar e abcessos podem ocorrer por extensão de uma infecção do dente ou processos inflamatórios orais, ou por extensão de doenças da cavidade nasal e seios ou glândulas salivares; penetração de corpos estranhos ou via hematógena de infecções ou neoplasias.
A aparência pode ser reconhecida pela distorção ou obliteração da arquitetura normal.
A aparência hipoecogênica do nervo óptico pode estar perdida, com transtorno de gordura retrobulbar e transtorno ou não de visualização de musculatura extra-ocular
Expessamento difuso do tecido retrobulbar com anormal mistura ecogênica pode estar presente.
A aparência do abcesso é de uma parede ecogênica bem definida com área central hipoecogênica e anecogênica.


_PATOLOGIA DE NERVO ÓPTICO:

Tumores são raros. Normalmente maior em espessura com perda de seu formato.




I.N.P.A.- Serviços
Página Principal
Página principal